Corpo de Daiane Alves será velado hoje em Uberlândia
Uma tarde cinzenta, sob um céu carregado de nuvens de chuva, marcou o fim da trajetória da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. Morta com um tiro na cabeça pelo síndico do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A família de Daiane se despede dela nesta quarta-feira (4), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a mesma cidade onde nasceu, construiu laços e agora recebe sua última homenagem.
O sepultamento de Daiane está marcado para às 17h no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, localizado no Bairro Novo Mundo. Para a última despedida, familiares e amigos levam estampados em camisetas a frase “Eu te amei primeiro” e oferecem flores azuis como último presente.
“Sobre a morte da Daiane, chegamos ao ponto final, contudo, iremos trabalhar muito para que ela tenha justiça, que este seja o legado dela. Iremos mostrar que a morte dela não foi em vão”, afirmou a irmã de Daiane, Fernanda Alves.
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Chegada do corpo
Daiane Alves de Souza é velada em Uberlândia
Gabriel Reis/g1Triângulo
Sete dias depois de dar entrada no IML, em Goiás, o corpo da corretora chegou pouco antes das 13h no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis em um carro funerário. Pouco antes de o caixão ser retirado do veículo, familiares se debruçaram sobre a parte traseira do carro e, em meio a lágrimas, ressaltaram: “Este momento é sobre a Daiane, por hoje vamos esquecer o Cléber”.
Após confirmação de que o corpo encontrado era mesmo de Daiane, a liberação era o que a família espera para uma despedida digna da vida da corretora. Durante o velório, a irmã, Fernanda, estava sempre ao lado do caixão, na sala de número 3, onde amigos e familiares prestaram suas homenagens.
O momento, regado de cânticos, lágrimas e lembranças, se eternizou em abraços de quem só quem conheceu Daiane pode sentir.
“O que queremos é que essa despedida seja um momento de muito amor e paz”, ressaltou Fernanda.
'Era uma valente'
Para Arnaldo Alves, irmão de Daiane, relembrar da corretora é falar de coragem. Segundo ele, durante todo o tempo em que passou a cuidar do imóvel em Caldas Novas, a irmã já vinha enfrentando problemas com o síndico e nunca abaixou a cabeça para as inúmeras situações que ela presenciava no local.
“A justiça foi muito lenta. Ela entrou com 12 processos contra ele, ganhou alguns, mas nada mudou. Depois que ela desapareceu, a polícia parecia não ligar para as denúncias feitas pela minha mãe. A situação só mudou depois que a mídia entrou no caso. Minha irmã foi valente de ter enfrentado isso sozinha”, afirmou Arnaldo.
Causa da morte
O atestado de óbito de Daiane emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) consta que a causa da morte foi homicídio provocado por arma de fogo. O disparo atingiu a cabeça de Daiane. Cleber Rosa de Oliveira assumiu o crime e está preso temporariamente em Goiás.
A corretora estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez nas dependências do condomínio onde morava. O corpo foi encontrado em uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, após mais de um mês de desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, o corpo já estava em avançado estado de decomposição.
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Daiane Alves Souza - Fernanda irmã - velório
Gabriel Reis/g1Triângulo
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Publicada por: RBSYS