Grupo realizava golpes finaceiros
Polícia Militar/Divulgação
Os três homens, de 20, 24 e 25 anos, presos em flagrante por estelionato e associação criminosa, usavam contas laranjas e um “escritório do crime”. Segundo a polícia, o grupo aplicava golpes virtuais, fazia empréstimos a juros e clonava cartões, além de usar ameaças. As prisões ocorreram na quarta-feira (25), em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Os suspeitos admitiram usar dados de terceiros e contas bancárias de “laranjas” para movimentar valores ilícitos. Segundo Polícia Civil, o esquema dificultava o rastreamento das transações e a identificação dos beneficiários.
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O esquema foi descoberto após uma mulher de 24 anos procurar a polícia. De acordo com a investigação, ela era usada como uma das “laranjas” e relatou medo após sofrer ameaças na portaria do condomínio onde mora, no bairro Jardim Petrópolis.
A mulher contou às autoridades que aceitou ceder a conta bancária a pedido de um dos golpistas, com a promessa de receber dinheiro. Conforme o relato, ela acumulou prejuízos e passou a ser alvo de intimidações por mensagens e imagens enviadas pelos integrantes da quadrilha.
Imóveis usados pelo grupo descobertos
Com a denúncia, os militares foram até o condomínio e flagraram um carro de luxo saindo em alta velocidade.
Na portaria, os militares abordaram um homem com as características repassadas pela vítima. Ele disse inicialmente que estava no local para cobrar uma dívida, mas depois admitiu envolvimento nas práticas criminosas e revelou a participação de outros dois comparsas.
Os policiais localizaram o veículo, prenderam os demais envolvidos e identificaram dois endereços ligados ao grupo.
Em um dos imóveis, os policiais apreenderam cerca de R$ 3 mil em dinheiro, seis celulares, um computador e uma máquina de cartão. Também foram encontrados 10 cartões de crédito de bancos diferentes, dois monitores e o carro de luxo usado na fuga.
No outro imóvel, os policiais localizaram uma espécie de “escritório do crime”, usado como base operacional para a aplicação dos golpes. No local, também havia indícios do uso de documentos falsificados.
Os três suspeitos responderão por estelionato e associação criminosa. A Polícia Civil investiga o caso e apura a existência de outras vítimas e possível prejuízo a instituições financeiras.
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Publicada por: RBSYS