Adeus à corretora Daiane Alves
O som de um trompete corta o silêncio e ecoa ao longe, enquanto lágrimas escorrem pelos rostos de quem teve o privilégio de conhecer Daiane Alves Souza, velada e sepultada nesta quarta-feira (4), no cemitério e crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia, cidade natal da corretora assassinada em Caldas Novas, sul de Goiás.
Além do som suave e melancólico do trompete, apenas uma frase cortava o silêncio: "Daiane, Justiça!" foi o grito entoado em um trecho do cortejo. Para a família, uma forma de lembrar que a violência sofrida pela corretora não pode ser esquecida ou ficar impune.
O cortejo seguiu a passos lentos, quase em reverência seguindo o carrinho que leva o caixão da mineira. Entre um movimento e outro era possível ouvir suspiros profundos, aqueles que nascem da dor que não encontra palavras.
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Daiane já não está ali, mas permanece viva na memória, no amor e nas histórias compartilhadas. Agora, dizem, ela descansa. E o descanso vem envolto em saudade.
Pela última vez, familiares e amigos se reúnem para celebrar a vida de quem partiu cedo demais. Balões coloridos foram soltos e coloriram o horizonte cinza em um momento de trégua da chuva que vai e volta na cidade mineira.
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Gabriel Reis/g1Triângulo
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Publicada por: RBSYS