Adeus à corretora Daiane Alves
O corpo de Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas (GO), foi sepultado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na tarde desta quarta-feira (4). Durante parte do cortejo, familiares e amigos pediram justiça.
Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio em que Daiane morava no sul goiano, confessou o crime e indicou para a polícia onde havia deixado o corpo da corretora.
"Em várias ocasiões, ela me contou sobre as perseguições que sofria por parte do Cléber e do porteiro. Daiane chegou a me dizer, com medo, que temia que ele pudesse matá-la”, disse a amiga Laura Marques.
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A cerimônia do sepultamento de Daiane ocorreu no cemitério Parque dos Buritis, e foi descrita por quem esteve no local como o encerramento de um capítulo doloroso da história dela.
"Apesar desses 40 e tantos dias, percebo que tudo foi conduzido para estarmos aqui hoje. É um dia de felicidade, porque agora sei que a minha filha tem um lugar para ficar. Agora é seguir a vida e buscar justiça", disse Nilse Alves, mãe da corretora.
“Sobre a morte da Daiane, chegamos ao ponto final. Mas agora vamos trabalhar muito para que ela tenha justiça. Que esse seja o legado dela. Vamos mostrar que a morte dela não foi em vão”, declarou a irmã, Fernanda Alves.
Corretora desapareceu após descer até o subsolo do prédio
Daiane Alves estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez no condomínio onde morava, após descer ao subsolo do condomínio onde morava. Informações repassadas pela família da corretora e as investigações levaram ao síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o crime.
Segundo apuração da TV Anhanguera, o corpo da corretora foi abandonado pelo síndico a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas e encontrado em estado avançado de decomposição.
Em depoimento, Cleber afirmou ter agido sozinho e disse que o crime ocorreu após uma discussão no subsolo do prédio.
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Síndico perseguia a corretora
O síndico Cléber Rosa de Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público (MP) em 19 de janeiro por perseguição reiterada (stalking) contra Daiane Alves, com investigação em curso antes do desaparecimento da corretora.
Segundo o MP, entre fevereiro e novembro de 2025, ele teria cometido agressões físicas e verbais, além de monitoramento constante e ameaças à integridade física e psicológica da vítima.
Saída do cortejo para sepultamento do corpo de Daiane Alves em Uberlândia
Gabriel Reis/g1Triângulo
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Publicada por: RBSYS