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Homem que matou ex‑esposa por seguro de R$ 1 milhão é condenado a 20 anos de prisão em Uberlândia

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Homem que matou ex‑esposa por seguro de R$ 1 milhão é condenado a 20 anos de prisão em  Uberlândia

Suspeito de matar ex‑esposa por seguro de vida vai a júri popular Aldo Fabiano Angelotti foi condenado pelo Tribunal do Júri de Uberlândia a 20 anos de prisão pela morte da ex-esposa, Maria Cláudia Santos Freitas, de 44 anos. O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (5), no Fórum da cidade, e durou cerca de 10 horas. O júri também aceitou as três qualificadoras: motivo torpe, dificuldade de defesa da vítima e feminicídio. O juiz determinou que o réu seguirá preso no presídio professor Jacy de Assis. O promotor de Justiça Pedro Henrique Fagundes Silva, se demonstrou satisfeito com o resultado. Já a defesa do réu disse que irá recorrer da sentença. Segundo a denúncia do Ministério Público, Aldo forjou um acidente de trânsito para simular uma batida e, assim, receber um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. O crime ocorreu no dia 30 de agosto de 2024, no Bairro Laranjeiras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil, o réu teria desativado o airbag do carro da vítima e provocado o choque do veículo contra uma árvore. A investigação apontou ainda que os seguros de vida haviam sido contratados antes do crime e que o relacionamento entre o casal era conturbado. O júri popular foi composto por sete jurados, sendo três mulheres e quatro homens. Eles acolheram a tese do Ministério Público, que sustentou que o crime foi triplamente qualificado, por motivo torpe, por meio que dificultou a defesa da vítima e por se tratar de feminicídio. Aldo Fabiano Angelotti está preso no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, desde 5 de dezembro de 2024. Júri popular de Aldo Fabiano Angelotti em Uberlândia TV Integração/Reprodução O que disse a acusação e a defesa O promotor de Justiça Pedro Henrique Fagundes Silva esclareceu que o réu respondeu por homicídio qualificado. "O crime foi triplamente qualificado pelo motivo por recursos que dificultou a defesa da ofendida e feminicídio. Apurou-se que o airbag estava desligado, que as circunstâncias do acidente, também esses seguros de vida contratados anteriormente ao fato, indicam que houve um assassinato. A relação entre eles era muito conturbada também", comentou. Já o advogado de defesa Frederico Taha Toitio sustentou que o caso se tratava de uma fatalidade. "A defesa está muito confiante na absolvição de nosso cliente. Estamos diante de uma fatalidade, fragilidade probatória, um processo que vem desde o início com muitas inconsistências, com muitas falhas em um processo, com todo o respeito que nós nutrimos pela acusação, que não traz elementos concretos que embasam uma condenação por crime de homicídio", defendeu. O crime O julgamento de Aldo Fabiano Angelotti, de 43 anos, foi realizado nesta desta quinta-feira (5) no Tribunal do Júri, no Fórum de Uberlândia. Ele é acusado de matar a ex‑esposa, Maria Cláudia Santos Freitas, de 44 anos, em um acidente de trânsito que, segundo a Polícia Civil, foi planejado para simular uma batida e permitir que ele recebesse um seguro de vida de R$ 1 milhão. O júri popular é composto por sete jurados, sendo três mulheres e quatro homens. Segundo a Polícia Civil, o acidente forjado aconteceu no dia 30 de agosto de 2024 no Bairro Laranjeiras. A investigação concluiu que ele teria desativado o airbag da vítima e provocado o choque do carro contra uma árvore. Ele foi indiciado pelo crime de feminicídio. O réu está preso no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, desde o dia 5 de dezembro de 2024, aguardando o julgamento. O promotor de Justiça Pedro Henrique Fagundes Silva esclareceu que o réu responde por homicídio qualificado. "O crime foi triplamente qualificado pelo motivo por recursos que dificultou a defesa da ofendida e feminicídio. Apurou-se que o airbag estava desligado, que as circunstâncias do acidente, também esses seguros de vida contratados anteriormente ao fato, indicam que houve um assassinato. A relação entre eles era muito conturbada também", comentou. Já o advogado de defesa Frederico Taha Toitio sustenta que o caso se trata de uma fatalidade. "A defesa está muito confiante na absolvição de nosso cliente. Estamos diante de uma fatalidade, fragilidade probatória, um processo que vem desde o início com muitas inconsistências, com muitas falhas em um processo, com todo o respeito que nós nutrimos pela acusação, que não traz elementos concretos que embasam uma condenação por crime de homicídio", defendeu. Polícia concluiu que crime foi premeditado A investigação, que durou três meses, apontou que o crime foi premeditado desde quando Aldo e Maria Cláudia reataram o relacionamento após separação, no início de 2024. Conforme a Polícia Civil, o suposto acidente ocorreu no dia 30 de agosto, quando um veículo alugado pela vítima, que estava no banco do passageiro, bateu em uma árvore no Bairro Laranjeiras. Aldo Fabiano dirigia o veículo e teve apenas ferimentos, pois o airbag do seu lado foi acionado. "Ao chegar ao local, o que chamou atenção foi que só o airbag do condutor havia sido deflagrado. Analisando o veículo, vimos que há um dispositivo que ativa e desativa o funcionamento do airbag. A dúvida recaia sobre o fato do condutor saber ou não desta informação, de que o airbag estava desativado", explicou o perito João Paulo Teixeira na época do inquérito. Duas equipes do Sistema Integrado de Atendimento a Trauma e Emergência (Siate) estiveram no local para atuar no salvamento de Aldo e Maria Cláudia. No entanto, ela teve a morte confirmada ainda no local. LEIA TAMBÉM: Após 7 dias no IML, corretora assassinada por síndico em Goiás é velada em Uberlândia Homem que inventou desaparecimento de namorada morta foi desmentido por vídeo de câmera de segurança; assista Sol e airbag À época, Aldo alegou que a luz do sol impediu que ele visse a via, fazendo-o perder o controle e causar o acidente. O velocímetro do veículo travou em 60 km/h, sendo que o limite da via é de 40 km/h. O airbag de Maria Cláudia não abriu e, após perícia, foi identificado que a chave manual do equipamento de segurança foi desativada. "Fomos até uma concessionária ver um veículo equivalente. Uma vez desativado o dispositivo, fica claramente, aos olhos do condutor, o aviso de que estava desativado. A hipótese de que ele não sabia, se extinguiu neste momento", explicou o perito. De acordo com os investigadores, mesmo após a prisão, o suspeito negou o crime e afirmou que tudo foi um acidente. A Delegacia de Homicídios entrou no caso após a perícia constatar estas condições do acidente, que não condiziam com as afirmações de Aldo. Segundo a investigação da polícia: não havia marcas de frenagem no asfalto o sol não estava a pino no momento do acidente a árvore atingida era a única que poderia causar tantos ferimentos. Vítima tinha sido ameaçada de morte Durante a investigação da Delegacia de Homicídios, foi averiguado que o relacionamento do casal era conturbado, sendo que, inclusive, Maria Cláudia tinha registrado um Boletim de Ocorrência contra Aldo em 2023, quando ele a ameaçou de morte. Devido aos problemas, os dois se separaram, mas reataram o relacionamento no início de 2024. A suspeita é de que ele buscou reatar o relacionamento já com a intenção de matar a mulher. A investigação apontou, ainda, que apólices de seguro de vida foram feitas pouco tempo antes do acidente, sendo que Aldo era um dos beneficiários. A apólice mais recente foi assinada 20 dias antes do acidente, com valor de R$ 1 milhão. O valor não foi liberado a pedido dos investigadores, que acreditavam que Aldo utilizaria o dinheiro para fugir. "Fazendo uma visita no local do acidente, tanto os investigadores quanto os peritos observaram que a via era plana, retilínea e estava em boas condições asfálticas. Existia uma árvore com porte mais robusto no meio da via, ele escolheu ela, em específico, e mudou repentinamente a direção para colidir com a árvore", explicou outro delegado de Homicídios, Carlos Fernandes. O laudo da perícia também apontou que o ofuscamento da visão não poderia causar a colisão devido ao posicionamento do sol no momento do acidente. Júri popular de Aldo Fabiano Angelotti em Uberlândia TV Integração/Reprodução Chave de acionamento do airbag de Maria Cláudia foi desativado Polícia Militar/Divulgação Veículo havia sido alugado pela vítima Polícia Militar/Divulgação Maria Claudia Freitas Angelotti e Aldo Fabiano Angelotti, feminicídio seguro de vida uberlândia Redes sociais/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Publicada por: RBSYS

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