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PF investiga ex-integrante do Exército ligado a esquema de tráfico internacional de armas em Uberlândia

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PF investiga ex-integrante do Exército ligado a esquema de tráfico internacional de armas em Uberlândia

PF faz operação contra tráfico internacional de armas em Uberlândia A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação 'Scutum 3' para investigar um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de armas de grosso calibre em Uberlândia e cidades do Triângulo Mineiro. Entre os investigados está um ex-integrante do Exército e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), apontado como responsável por testar armas da organização em um clube de tiro da cidade. O nome do investigado não foi informado pela polícia. Segundo a PF, o grupo trazia armas e munições de alta capacidade lesiva do Paraguai para Minas Gerais e Goiás. Depois, os armamentos eram revendidos para integrantes de organizações criminosas em estados como Rio de Janeiro e Bahia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ao todo, a operação cumpre 13 mandados judiciais na região, sendo 11 de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal, no âmbito da terceira fase da investigação. De acordo com a polícia, a organização tinha um núcleo instalado em Uberlândia. Um dos investigados seria responsável por armazenar as armas e munições, enquanto o ex-cabo do Exército fazia os testes no clube de tiro onde trabalhava. O estabelecimento não tem envolvimento com o esquema e teria sido usado apenas pelo investigado para realizar os testes. Ainda conforme a PF, o esquema utilizava uma logística estruturada para trazer armamentos do Paraguai ao Brasil e também fazia uso de empresas de fachada para esconder o dinheiro obtido com a atividade criminosa. A suspeita é de que o grupo também utilizava postos de combustíveis e até lojas de celulares em Uberlândia para lavar o dinheiro obtido com o tráfico internacional de armas. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 66 milhões em bens e valores dos investigados, montante que, segundo a PF, corresponde à movimentação financeira do grupo nos últimos cinco anos. As investigações apontam ainda que uma garagem de veículos e uma loja de celulares e eletrônicos, ambas em Uberlândia, eram usadas para lavagem de dinheiro do esquema. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo, tráfico internacional de armas de uso restrito ou proibido e lavagem de dinheiro. Segunda fase da investigação A segunda fase da investigação foi realizada pela Polícia Federal de Uberlândia em fevereiro, quando foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária na região. Segundo a PF, a ação é um desdobramento da primeira fase da Operação 'Scutum', realizada em outubro de 2024. As investigações apontaram que o grupo criminoso seria responsável por trazer armas de fogo de alta potência e longo alcance do Paraguai para revenda no Triângulo Mineiro, em cidades de Goiás e também em outros estados, como Rio de Janeiro e Bahia. A análise do material apreendido na fase anterior, de acordo com a polícia, permitiu que os agentes federais descobrissem que o grupo de Uberlândia, os contava ainda com ramificações nas cidades mineiras de Ituiutaba e Patrocínio. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Suspeitos de tráfico de armas ostentavam rifles em filmagens Envolvimento em contrabando e lavagem de dinheiro: veja crimes dos quais PMs alvos de operação da PF em Goiás são suspeitos Operação 'Scutum' A primeira fase da Operação 'Scutum' foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de combater o grupo criminoso especializado no tráfico internacional e na comercialização de armas de fogo de grosso calibre. Em outubro de 2024, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Uberlândia (MG), Goiânia (GO) e Campo Alegre de Goiás (GO). Em Uberlândia, durante uma das ações, agentes localizaram cigarros eletrônicos na residência de um suspeito, que acabou preso em flagrante. As investigações tiveram início no começo de 2024, após a prisão de dois homens encontrados com fuzis, munições, anabolizantes e materiais ligados ao tráfico de drogas. A análise dos celulares apreendidos permitiu identificar um esquema de importação ilegal de armas vindas do Paraguai, que eram trazidas para o Triângulo Mineiro e posteriormente revendidas para outros estados brasileiros. Segundo a Polícia Federal, a posição estratégica de Uberlândia, com diversas rotas de acesso a outras regiões do país, favorecia a atuação do grupo criminoso investigado. Operação 'Scutum 3' da PF de Uberlândia apreendeu diversas munições e armas PF/Divulgação Operação 'Scutum 3' em Uberlândia PF/Divulgação Operação 'Scutum 3' em Uberlândia PF/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Publicada por: RBSYS

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