Vídeo mostra momento em que mulher é morta na frente do filho em Uberlândia
Uma mulher, identificada como Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos, foi morta a facadas no bairro Maravilha, em Uberlândia, no domingo (15). De acordo com a Polícia Militar (PM), o principal suspeito do crime é o ex-companheiro dela, Marcelo Rodrigues, que fugiu do local levando o filho do casal, um menino de 6 anos.
Câmeras de segurança gravaram o momento do crime, que ocorreu na frente da criança. Assista acima.
A polícia fez buscas pelo suspeito e pela criança. O menino foi encontrado cerca de 24 horas após o crime e o homem preso em flagrante no fim da tarde desta segunda-feira (16).
O sepultamento de Ranielly ocorreu no Cemitério Bom Pastor, em Uberlândia, também nesta tarde.
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Crime na frente do filho
Segundo a PM, uma equipe foi chamada até o endereço e encontrou Ranielly já sem vida. Uma vizinha relatou aos militares que estava em casa quando a filha da vítima, uma menina de oito anos, apareceu pedindo ajuda e dizendo que o ex-padrasto estava agredindo a mãe. Ao ir até a residência, a mulher encontrou Ranielly ferida, com cortes no pescoço, e pediu socorro.
A testemunha também contou que, após o crime, Marcelo levou o filho do casal.
A PM teve acesso a imagens de câmeras de segurança que mostram que, por volta de 16h30, o suspeito chegou à casa da ex-companheira acompanhado do filho. Ele entrou na residência enquanto o menino permaneceu na calçada.
Minutos depois, o homem aparece novamente nas imagens já agredindo a mulher, jogando-a no chão e desferindo diversos golpes. A cena foi presenciada pelo garoto. Em seguida, o vídeo mostra Marcelo colocando o filho no carro e fugindo.
Segundo o tenente Reinaldo Machado, uma das filhas da vítima, adolescente, presenciou o crime e pediu ajuda a vizinhos, que acionaram a polícia.
A PM informou ainda que ele possui outros antecedentes criminais, incluindo furtos, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
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Histórico de violência
A vítima já tinha histórico de violência doméstica praticada pelo autor desde 2022. Segundo a sargento da PM, Flávia Cristina Misael, devido à reincidência e à gravidade das denúncias, o caso chegou a ser acompanhado por uma equipe da corporação especializada de proteção à mulher, que entrou em contato com a vítima e ofereceu apoio da rede de enfrentamento à violência doméstica.
No entanto, ela não chegou a comparecer à delegacia para solicitar medidas protetivas ou formalizar a representação criminal contra o agressor.
"Como foram diversos os registros, então nós vimos a importância de acolher essa mulher, de apresentar a ela esse serviço e mostrar que ela não estava sozinha. Só que, infelizmente, essa questão de quebrar esse ciclo é 50-50. Por não estar sozinha, ela deveria buscar esse apoio junto aos órgãos da rede e a gente ali por trás pra poder apoiar e incentivá-la", comentou a sargento.
Ainda de acordo com a PM, o homem tinha um histórico de ameaças, perseguições e agressões contra a vítima, além de outros registros de violência. O suspeito já havia sido preso em outubro do ano passado por lesão corporal contra a mesma mulher e permaneceu detido até o dia 6 deste mês. Nove dias depois de ser colocado em liberdade, ele voltou à casa da vítima e cometeu o feminicídio.
O irmão de Ranielly contou à PM que o suspeito havia saído da prisão recentemente, onde estava detido por violência doméstica contra a vítima.
Ainda de acordo com o irmão, consta no boletim de ocorrência, que o menino havia passado o fim de semana com o pai, e o crime aconteceu no momento em que ele seria devolvido à mãe.
Uma vizinha relatou à PM que Ranielly havia contado que o ex-companheiro já tinha ameaçado matá-la anteriormente.
A perícia da Polícia Civil esteve no local do crime e constatou diversos ferimentos no pescoço, rosto e mãos da vítima. O corpo foi liberado ao Instituto Médico Legal (IML).
Segundo testemunhas, o homem já havia ameaçado matar Ranielly
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Publicada por: RBSYS